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Cão da Serra da Estrela de pêlo comprido

Foto: Canil da Acinom Agricultura

Cão da Serra da Estrela de pêlo comprido

Foto: Dionísio Garcês Sargo

Cão da Serra da Estrela de pêlo curto

Foto: Canil De Penhas Douradas

Cães da Serra da Estrela de pêlo comprido

Foto: Ponta da Pinta

Ninhada de Cão da Serra da Estrela

Foto: Ponta da Pinta

Cão da Serra da Estrela de pêlo comprido

Foto: Ponta da Pinta

Cães da Serra da Estrela de pêlo comprido

Foto: TrailsEnd Estrelas

Cachorro Serra da Estrela de pêlo curto com rebanho

Foto: Ponta da Pinta

Cão da Serra da Estrela de pêlo comprido

Foto: Canil Solar dos Serras

O Cão da Serra da Estrela é agressivo?

Não. É frequentemente desconfiado perante estranhos mas só assumirá uma atitude agressiva em circunstâncias extremas, para se proteger ou aos seus donos, animais ou bens confiados à sua guarda. No entanto, como em qualquer raça canina, alguns cães são mais dominantes – uma característica que, perante uma educação demasiado branda e indulgente, poderá levar a um comportamento agressivo.

Precisa de ser ensinado a guardar a propriedade do dono?

Não. Está na sua natureza ser um cão de guarda, instinto que costuma evidenciar cedo, por vezes mesmo aos 3 meses de idade. No entanto, se for mantido preso a uma corrente e não receber dos donos atenção e afecto, não criará laços com eles nem o instinto de os proteger.

Ele é bom com crianças?

Sim. Sente uma atracção compulsiva por elas e deixa-as fazer coisas que provavelmente não toleraria a um adulto. É muito paciente com elas, meigo, brincalhão e muito protector. Se crescer com uma criança, ser-lhe-á totalmente dedicado.

Quantos anos vive um Cão da Serra da Estrela?

Em média, doze anos mas alguns cães vivem até aos dezasseis.

A raça é propensa a sofrer de alguma doença?

Algumas doenças foram identificadas no Serra da Estrela. A mais comum, de longe, é a displasia da anca. A cardiomiopatia dilatada tem também alguma incidência na raça. Foram ainda diagnosticados outros problemas, tais como displasia do cotovelo, epilepsia, entrópio e ectrópio. A dilatação e torção de estômago (um problema grave e muito comum, despoletado por factores ambientais mas com alguma predisposição genética) é muito comum mas pode ser prevenida com cuidados de maneio adequados. Ainda assim, o Serra da Estrela, sendo rústico, tem menor propensão para ter doenças que afectam muitas raças com um elevado coeficiente de consanguinidade (frequentemente, as mais populares).

É verdade que existem duas variedades?

Sim, a de pêlo comprido, mais popular e conhecida, e a de pêlo curto, que até à década de 1950 era mais numerosa mas que actualmente é pouco comum, excepto na Serra da Estrela e no Norte do país, onde voltou a ser usada na função original da raça, a de protecção de gado.

Pode-se ou deve-se acasalar entre si exemplares das duas variedades?

Alguns pastores e criadores fazem-no e ambas as variedades podem beneficiar desse “outcross”. No entanto, só se deve tomar essa opção quando se tem objectivos concretos e conhecimentos técnicos para os concretizar. O registo duma ninhada de pais de variedades diferentes requer autorização pelo Clube Português de Canicultura.

Diz-se que do cruzamento das duas variedades devem nascer cães de "meio-pêlo". É verdade?

Os genes (ou melhor, as cópias de genes) responsáveis pelo pêlo curto são dominantes relativamente aos que produzem o pêlo comprido. Por isso, se um cão de pêlo curto que só tenha cópias do gene de pêlo curto acasalar com um de pêlo comprido, só nascerão cachorros de pêlo curto. Se, pelo contrário, o cão de pêlo curto for portador duma cópia de gene do pêlo comprido, poderão nascer cachorros de ambas as variedades. Contudo, além da série genética que determina se um Serra tem pêlo curto ou comprido, existem outros genes, chamados modificadores, que poderão introduzir alterações no comprimento do pêlo. Assim, devido à acção desses modificadores, a pelagem dum cão de pêlo comprido poderá ser mais curta do que o normal, podendo parecer híbrida e ser rotulada de “meio-pêlo”. Esses modificadores existem em todos os cães, seja qual for a sua variedade ou raça, pelo que ocasionalmente numa ninhada de dois cães de pêlo comprido podem nascer cachorros de pelagem mais curta, que poderão parecer da variedade de pêlo curto.

 

Tenho uma cadela Serra da Estrela. O meu veterinário diz que ela deveria ter uma ninhada. Será boa ideia?

Alguns veterinários acham que todas as cadelas deveriam ter pelo menos uma ninhada. Imagine como que seria, tendo em conta que o efectivo da população canina mundial já é excessivo! Essa opinião fundamenta-se na prevenção de tumores nos órgãos reprodutivos da cadela e na preservação do seu equilíbrio psicológico – mas ambos os objectivos poderão ser atingidos através da esterilização. Embora muitas pessoas desejem que a sua querida cadela tenha uma ninhada para poderem ficar com um filho dela, deveriam pesar bem essa decisão: em primeiro lugar os cachorros têm alta probabilidade de não serem parecidos com a mãe (no aspecto, no carácter ou na saúde); em segundo, mesmo que pretendam oferecer os cachorros em vez de vendê-los, estes tirariam a possibilidade de adopção e até salvamento a outros cachorros, já nascidos, carentes e abandonados, eventualmente em risco de serem mortos num qualquer canil de abate.

Além disso, só deve haver uma razão para se criar uma ninhada: contribuir para melhorara a raça ou, no caso do cães sem raça definida, produzir cachorros equilibrados, com capacidades de trabalho excepcionais. Para se concretizar esses objectivos, deve-se saber exactamente o que se está a fazer, ter conhecimentos sobre a genética das linhagens, intuição, competências técnicas e muito estudo. É isso que faz um criador responsável e capaz. O dono duma cadela que nada sabe sobre estes tópicos e decide criar una ninhada corre vários riscos: 1º: produzir cachorros com doenças hereditárias, as quais, além do sofrimento que causarão aos animais e aos seus donos, poderão levar a que estes reclamem uma indemnização; 2º: por não ter experiência como criador, se algo correr mal muitos ou todos os cachorros poderão morrer, assim como a cadela, ou poderá ser necessária uma cesariana, normalmente bastante cara; 3º: o mercado está saturado, com muito mais oferta do que procura; Poderá ser difícil vender ou até dar os cachorros e, se não se conseguir fazê-lo, as despesas da alimentação, vacinação, desparasitação até os cachorros finalmente partirem serão enormes.

Além disso, ao criar-se uma ninhada de má qualidade estar-se-á a prestar um mau serviço à raça, contribuindo para a sua degeneração e pondo em risco o trabalho dos criadores sérios, que dedicam o seu tempo e recursos económicos á criação de cachorros tão correctos e equilibrados como possível.

Ainda assim, se a sua cadela obtiver a classificação “excelente” em várias exposições caninas, poderá valer a pena fazê-la ter uma ninhada – mas não sem antes ter efectuado rastreios de doenças hereditárias (displasias da anca e cotovelo e cardiomiopatia dilatada) e procurado aconselhamento por parte de criadores experientes e idóneos, os quais deverão poder sugerir-lhe qual o tipo de macho e linhagens adequados.

Tenho uma cadela Serra da Estrela e o meu vizinho tem um macho da mesma raça. É aconselhável que acasalem?

Isso só deverá acontecer se ambos forem saudáveis, sem problemas hereditários como a displasia da anca, que tiverem carácter equilibrado e excelente qualidade morfológica (verifique a resposta à pergunta anterior); de qualquer forma, é melhor aconselhar-se com alguém idóneo e conhecedor da raça, porque eles poderão não ser indicados um para o outro (por factores morfológicos, pelo carácter ou pelas linhagens). Pense no acasalamento como algo sério e planeie-o com antecedência, de modo a escolher o macho mais adequado para acasalar com a sua cadela.

Tenho uma cachorra Serra. Disseram-me que se ela acasalar no primeiro cio não ficará prenhe. É verdade?

Não, de maneira nenhuma! Algumas cadelas têm o primeiro cio aos 7 meses, ou até antes, e se acasalarem durante a ovulação certamente engravidarão. Nessa idade, são pouco mais do que bebés, estão em pleno crescimento e não têm maturidade suficiente para ter uma ninhada – nem o seu corpo está preparado para isso. Uma gestação precoce impediria o processo de crescimento e elas dificilmente saberiam o que fazer com os cachorros. Por isso, tenha cuidado!

 

Se um macho Serra da Estrela acasalar com a mãe ou com uma filha ou irmã, a ninhada resultante terá problemas?

É possível e até provável, porque todo o animal é portador de mutações genéticas recessivas – e a probabilidade de dois cães aparentados serem portadores da mesma mutação e de ambos a passarem à sua prole (que será por ela afectada) é elevada. Alguns criadores trabalham em consanguinidade apertada, de modo a fixar um determinado tipo que distingue os seus cães dos dos outros criadores. Os resultados até poderão ser excelentes, no que se refere à morfologia, mas envolvem riscos, tais como fragilidades hereditárias e problemas de carácter. Por isso, a consanguinidade só deverá ser usada parcimoniosamente e por criadores experientes.

É na Serra da Estrela que se pode encontrar os melhores Serras?

Não. Lá, como em qualquer outro lugar, existem cães e cadelas típicos e atípicos. A maneira mais segura de obter um cão típico é adquiri-lo a um criador que dê garantias (cães registados com pedigree, controlo de doenças hereditárias como a displasia da anca, assistência pós-venda). Não é aconselhável comprar um cachorro à beira da estrada, na Serra da Estrela, porque: 1º poderá não ter raça definida; 2º não foi vacinado e há alta probabilidade de ter contraído parvovirose ou esgana, além de que deverá estar infestado de parasitas internos e externos, tais como lombrigas, pulgas, carraças, etc.

 

Ouvi dizer que é arriscado importar um Serra de Portugal e que é melhor adquiri-lo de outro país. É verdade?

Não. No passado, alguns criadores portugueses venderam cachorros de má qualidade a estrangeiros que queriam criar a raça. Por essa razão, alguns criadores estrangeiros começaram a espalhar a ideia de que os criadores portugueses vendem cães de má qualidade para serem utilizados na reprodução – o que, na maioria dos casos, não é verdade. É certo que até os melhores criadores poderão ocasionalmente criar alguns cachorros de qualidade inferior, mas sabem que se venderem a um criador estrangeiro um cachorro de insuficiente qualidade isso dar-lhes-á má publicidade. Além do mais, Portugal é a origem, é o país que tem, de longe, a maior diversidade genética e é também onde, regra geral, estão os melhores exemplares. Sempre que os criadores estrangeiros decidem procurar sangue novo, importam de Portugal.

Há quem diga que se deve pagar menos por um cachorro de Portugal do que de outros países. É verdade?

Não necessariamente. Em Portugal não está estabelecido nenhum preço para exportação, cada criador cobra o montante necessário para cobrir as despesas da sua criação. Quanto mais sério for um programa de criação e maior o efectivo de cães do criador, mais cara é a sua actividade. O preço médio costuma ser de 500 euros, aos quais deverá acrescer uma série de custos relacionados com a exportação. É insultuoso para os criadores portugueses a afirmação de que um cliente estrangeiro não deverá pagar mais do que 500 euros por um cachorro importado de Portugal, quando o preço médio da raça noutros países se situa entre os 1000 e os 1500 euros – seja qual for a qualidade do exemplar (excelente ou mediana). Essa ideia sugere que os cachorros portugueses são inferiores aos de outros países – o que não é, de modo algum, verdade.

O meu cachorro Serra adora leite. Deverei dar-lho?

Não. O leite de vaca contém elevado teor de lactose, prejudicial para a flora intestinal dos cães. Se um cão gostar de leite ou um cachorro tiver de ser desmamado cedo, deverá ser-lhes dado leite de cabra (semelhante ao da cadela) ou uma mistura de leite de vaca magro com gema de ovo e um pouco de azeite. Em alternativa, poderá ser dado leite para cachorros disponibilizado por algumas marcas.

Os Serra da Estrela comem muito? Deve ser caro mantê-los!

Normalmente, o Serra não come muito. Na verdade, come menos do que muitos cães mais pequenos do que ele. Dependendo do seu tamanho e peso, im exemplar adulto come, em média, entre 400 e 800 gramas de ração de manutenção.

Podem comer ossos?

Os ossos, uma óptima fonte natural de cálcio, deverão ser parte importante da dieta dum cão. Na sua condição original, na natureza, os cães tinham de caçar e alimentavam-se não só da carne mas também das vísceras, órgãos e ossos. Como qualquer cão, o Serra pode e deve roer ossos de vaca  ou vitela, que não se lasquem – os quais deverão ser cozidos, por forma a eliminar bactérias. No caso dos ossos provirem dum talho de confiança, será melhor servi-los crus. Eles ajudam a manter limpos os dentes do cão, mas não deverão ser dados a cachorros devido ao risco de partir ou desalinhar os dentes. Por outro lado, ossos de frango (da carcaça) e de porco só deverão ser dados crus. Não dê ao seu cão ossos de peru, pato ou coelho, os quais poderão perfurar o seu estômago.

Devo dar ao meu Serra uma alimentação natural?

Uma dieta natural que contenha carne, ossos, tripas e órgãos crus mas também arroz e legumes cozidos é saudável, mas a sua preparação requer algum tempo bem como cuidados para que seja equilibrada e não cause carências de alguns nutrientes. Uma ração de boa qualidade é uma alternativa prática para quem tem pouco tempo disponível.

 

Demora-se muito tempo nos cuidados com o pêlo?

Não. Excepto nas épocas da queda do sub-pêlo, na Primavera e Outono, quando deverá ser escovado duas vezes por semana, um Serra da Estrela de pêlo curto requer apenas uma breve escovagem semanal ou quinzenal para eliminar pó e sujidade do pêlo e garantir que a pele se mantém em boas condições. Os exemplares de pêlo comprido requerem maiores cuidados para evitar a formação de nós – uma boa escovagem semanal, manutenção diária nas épocas da muda. Se viver numa quinta, deverá verificar se não se alojam no pêlo ervas várias e praganas, que penetram a pele, causando infecções, especialmente nas narinas e ouvidos, e podem chegar a requer remoção sob anestesia. A aplicação dum bom condicionador poderá melhorar a condição do pêlo, tornando-o mais brilhante, macio e saudável (embora o pêlo do Cão da Serra da Estrela não deva ser macio nem sedoso e sim um pouco áspero, cabreado.

O pêlo dos Serras deverá ser tosquiado durante o Verão?

Na Primavera, eles perdem o sub-pêlo, ficando melhor preparados para suportar o calor do Verão. Apesar disso, alguns exemplares têm a pelagem tão densa e longa que poderá ser necessário tosquiá-los no Verão, apara ajudá-los a suportar o calor.

Devem ter presunhos?

Não necessariamente. Os presunhos (quinta unha no pé) são herança duma essência rústica. Quando grandes, duplos e descidos, quase alinhados com os dedos, ajudam o cão a manter o equilíbrio sobre os solos pedregosos ou cobertos de gelo, sendo por isso importantes para o cumprimento da função original da raça. No entanto, para os outros cães poderá ser disfuncional, perturbando o seu movimento, fazendo-os afastar os membros posteriores de modo a que os presunhos não se prendam um no outro. Poderão também ficar presos em correntes, tapetes e vegetação. Alguns criadores cortam os presunhos aos cachorros recém-nascidos. Um cão adulto poderá ter os seus presunhos removidos por um veterinário, desde que não estejam ligados ao osso nem a um tendão.

O Serra da Estrela dá-se bem com outros cães?

Os machos Serra adultos são muito territoriais e pouco tolerantes com outros machos grandes e dominantes, embora costumem ser permissivos com cães pequenos. Contudo, se crescerem juntos, poderão tornar-se bons amigos, embora haja algum risco de, quando adultos, brigarem, especialmente se na matilha existir também uma cadela não esterilizada ou se o outro macho for de uma raça com a qual o Serra tende a antipatizar: Husky Siberiano, Malamute do Alasca, Boxer, Rottweiller e Dálmata. Dependerá muito do carácter do cão – quanto mais dominante, mais beligerante. Da mesma forma, as cadelas são por vezes agressivas com outras – e até com machos, especialmente se forem dominantes ou estiverem em cio.

É verdade que dois ou mais Serras que vivam juntos tenderão a criar laços mais fortes entre si do que com o dono?

Isso poderá acontecer se o dono não lhes dedicar tempo, atenção e afecto suficientes. Os cães estabelecem naturalmente uma relação forte com aqueles com quem passam mais tempo e se o dono estiver muito ausente, essa relação será com os outros cães. No entanto, se considerarem o dono como líder da matilha e tiverem dele atenção e afecto, os laços que com ele criarão serão tão ou mais fortes do que com os outros cães. Ainda assim, alguns Serras, mais independentes, poderão interagir menos com o dono do que com o resto da matilha, especialmente se esses forem seus irmãos de ninhada.

Dizem que o Serra odeia gatos e mata aves de capoeira. É verdade?

Se não for habituado a gatos desde cedo, poderá tender a detestá-los, mas se crescer junto com eles, não lhes fará mal – pelo menos aos de casa – e tenderá a protegê-los. Neste caso, alguns Serras, especialmente cadelas, tornar-se-ão muito amistosas e protectoras em relação aos gatos da casa outros, persegui-los-ão na brincadeira, sem lhes fazer mal. Quanto a galinhas e outras aves, dependerá também do hábito. Alguns não os molestarão, outros protegê-los-ão como se fossem gado e outros ainda não hesitarão em papá-los ao pequeno-almoço. Quanto mais cedo o Serra se habituar a qualquer animal com o qual deverá partilhar a sua vida, mais provável será que tenham que tenham uma coexistência pacífica.

É necessário colocar um Serra num rebanho muito cedo para que ele se torne um bom cão de gado?

Não necessariamente. Até um adulto poderá adaptar-se bem a uma nova vida de cão de gado. No entanto, quanto mais cedo for colocado com o rebanho, melhor. Os pastores colocam os cachorros com escassas semanas no curral, normalmente logo que são desmamados.

O Serra tende a ladrar muito?

Sim, até atingir a maturidade (normalmente após os 2 anos). Depois disso, tende a acalmar, embora esteja sempre alerta face ao perigo.

Como deverei levá-lo a passear?

Normalmente não há dificuldade em levar um Serra da passear pela trela, porque não tende a puxar. No entanto, deverá ensiná-lo a obedecer e é também importante estar alerta, porque, à vista doutro cão ou dum gato, ele poderá dar um salto e fazer o dono “voar”.

O Serra da Estrela aprende depressa e facilmente?

Sim, é um cão muito inteligente e compreende facilmente o que lhe é ensinado. No entanto, dendo teimoso, nem sempre obedece, pelo que é necessário paciência e disciplina para o educar.

Dizem que é impossível ensinar obediência e "agility" a um Serra da Estrela. É verdade?

Não. Quem faz essa afirmação não conhece suficientemente bem a raça ou, no caso de donos de Serras ou treinadores, não querem despender dinheiro ou tempo para ensiná-los. Devido à sua teimosia, o Serra da Estrela requer treino persistente – mas acabará por ter tão bons ou melhores resultados que a maioria dos cães.

Dizem que estes cães tendem a fugir. É verdade?

Acontece em muitos casos, especialmente se estiverem confinados a um espaço pequeno e a falta de liberdade. Há também muitos Serras que, apesar de viverem num grande espaço onde podem correr, tentam escapar para patrulhar a vizinhança (tendência ancestral do cão de protecção de rebanhos). No entanto, se fugirem, voltarão ao fim de pouco tempo pu algumas horas (a menos que se percam ou sofram um acidente, ou simplesmente se forem maltratados pelos donos e tiverem fugido deles). Por isso, é aconselhável criar as condições necessárias para evitar que fuja.

O Serra é cão de um só dono?

Dentro da família, ele tende a escolher uma pessoa a quem se dedicará e obedecerá mais do que às outras. Todavia, se for bem educado, respeitará e amará toda a família. Na eventualidade de ter de mudar de dono, a adaptação poderá demorar algum tempo ou, pelo contrário, ser muito fácil (dependerá do carácter do cão e da relação que tinha com o dono anterior).

Cão da Serra da Estrela de pêlo curto

Foto: Manuela Paraíso

©2015 Comunidade do Cão da Serra da Estrela

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